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Trecho de análise

Dezembro 3, 2007


O negócio de televisão, entretanto, não tem escolha e precisa mesmo correr. Lançar o novo modelo de televisão é a alternativa do setor para acirrar a corrida pela liderança na venda de equipamentos – em 2007, os computadores de mesa superaram os televisores. Foram 10 milhões de PCs contra 9,5 milhões de televisores, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

A implementação da TV Digital, segundo Luciano Leonel Mendes, do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), tem o objetivo de aumentar o poder de atração de programas frente às demais mídias. “A principal delas é a internet, que tem o perfil de criar conteúdos para diversos tipos de público e agradar a todos ao mesmo tempo, sem interrupções de anúncios de limpeza em um site de discussão sobre carros”, compara.

Por isso, apesar de a competição não ser direta, já que um equipamento não deverá substituir o outro – a tevê continuará sendo usada como instrumento de entretenimento de grupo, enquanto a internet é para uso solitário e busca de informações específicas – essa é a tentativa da televisão de voltar a despontar no conceito popular como a principal fonte de informação e entretenimento e sair detrás da sombra que a internet atualmente projeta sobre as telas. 

Esse é o trecho de uma matéria analítica publicada no COMPUTERWORLD.  Leia a reportagem completa aqui.

Charge do Angeli na Folha

Dezembro 3, 2007

Essa charge do Angeli é sensacional.

Não percam.

Clique aqui para ver!

De zero a dez

Novembro 30, 2007

Baseada no post anterior, resolvi perguntar. Você já viu demonstrações da TV Digital em lojas ou em algum lugar? O que achou? Qual foi a sua sensação? Ficou com vontade de ter em casa?

Para simplificar, pergunto: que nota você daria para a impressão que teve? Comente!

Avaliação – uma nota para a TV Digital

Novembro 30, 2007

A TV Digital finalmente começa no Brasil. E, até agora, que balanço pode ser feito de tudo isso? Vamos por tópico:

Padrão - a decisão parece ter sido boa do ponto de vista das atualizações tecnológicas que permite, por termos incrementado as tecnologias mais avançadas que existem. Isso gera orgulho e traz uma boa imagem ao País. Entretanto, essas escolhas não favoreceram o preço. Está alto ainda (entre 500 e 1100 reais o conversor) e ainda nem inclui o sistema de interatividade.

Preparação – tudo foi definido muito rápido. A pressa desde que foi definido o padrão japonês como base (que também levou um tempão até sair) foi visível. Representantes da indústria argumentam que precisariam de mais um ano para fazer os testes adequados dos produtos. Isso significa que o que está no mercado não está totalmente pronto para o consumo. Por isso, volto a recomendar (o Procom e outros órgãos e executivos fizeram o mesmo): não compre nada ainda. Resista e você poderá pagar menos e ficar mais feliz.

Informações – como definições de padrão tecnológico e outros itens só ficaram prontas depois da metade do ano, a indústria e emissoras tiveram de se concentrar fortemente em si mesmas e não conseguiram olhar para público como deveriam. Eu cubro esse assunto há mais de um ano, mas a grande imprensa só se dedicou em explicar com cuidado alguma coisa para os telespectadores nas últimas duas semanas. A campanha de televisão preparada pelos integrantes do Fórum Nacional de TV Digital exibida desde 03 de outubro não foi suficiente. Além disso, surgiram itens que a imprensa não conseguiu explicar, porque ainda não estavam definidos. A questão dos assinantes de televisão a cabo é um bom exemplo. Eles ainda estão em conversas com as emissoras de televisão aberta para garantir que o sinal das tevês abertas chegue realmente em alta definição mesmo depois de passar pelas retransmissoras.

Novos itens - além do conversor, o consumidor descobriu que precisa de uma antena. No início, ela vem de brinde, mas depois isso não está garantido.

Lojas – os vendedores também não foram preparados com antecedência. Cansei de ver pessoas comprando televisores LCD achando que a partir do dia 02 estariam preparadas. Nada disso. O lançamento da TV Digital no Brasil vai gerar muita frustração, o que podia ser evitado, já que foi exatamente o que aconteceu na maioria dos outros países.

Para ninguém – esse é um ponto em que eu discordo veementemente dos comentários. Li diversas reportagens que me lembraram jornalismo picareta dizendo que a televisão digital vai estrear para ninguém. E daí? Quando Chateaubriand iniciou as transmissões da TV Tupi teve de “comprar do seu bolso” (Se você leu a biografia de Fernando Moraes vai entender as aspas) aparelhos de televisão e trazê-los ao Brasil e garantir alguma audiência. Alguém precisa começar. Quando virem as imagens de alta definição e quando novos recursos e serviços forem oferecidos, a adesão vai aumentar. Além disso, o ministro Hélio Costa disse que as vendas essa semana foram bastante positivas e que passaram da casa dos milhares logo no primeiro dia.

 Preço – é alto, mas eu ainda me pergunto se esse é um ponto negativo. Todo o mundo já foi alertado de que o preço vai cair em breve. A indústria vive também desses consumidores desesperados que não conseguem esperar e literalmente pagam qualquer preço. Um executivo da Samsung chegou a me dizer que acredita que muitas pessoas vão receber televisores com receptor embutido em casa, sem nem perguntar o preço. Portanto, não vale criticar com ferro e fogo agora. Vale fazer o protesto “não comprando”.

Interatividade – Por enquanto, nada. Isso é um ponto negativo. O item mais brasileiro do pacote não estréia na data prevista. Os criadores dizem que está pronto, mas não comercialmente e as minhas tentativas de entender o que exatamente isso significa foram frustradas. A expectativa, no entanto, é de que esteja nos conversores no segundo semestre do ano que vem. Dependendo do que for possível com isso, pode ser bem legal. E pode inclusive ajudar a dar uma revigorada na programação das emissoras.

O balanço, portanto, não é negativo. Se tivesse de dar uma nota de zero a dez para a condução do processo de lançamento da TV Digital no Brasil, pensaria em seis.  É moderno, é interessante, parte dos prazos foram cumpridos e se aproxima do perfil de consumo dos brasileiros, já que tem mobilidade e alta definição ao mesmo tempo. Entretanto, deixou a desejar pela burocracia nas definições, produtos lançados sem testes apropriados e, o principal, alto custo. O que importa é que, pelo menos, despertou interesse. Esse blog mesmo viu subir bastante o número de acessos, assim como pode se ver que as notícias sobre o tema sempre se destacavam entre as mais lidas em sites para grande público e também os direcionados. Você, por exemplo, se leu até aqui, é porque deve estar bastante ansioso, curioso e interessado.

Cobertura completa

Novembro 30, 2007

Quer facilitar a sua vida e acessar todas as informações de televisão digital em um só link?

O IDG Now! está abrigando uma página alimentada com as notícias do Computerworld, do próprio IDG Now! e da PC World (todos veículos da editora IDG) para reduzir o trabalho de quem quer se informar sobre o tema.

Para acessar, clique aqui.

Contagem regressiva: 27 dias

Novembro 5, 2007

O COMPUTERWORLD preparou um especial para marcar o único mês que falta para o início da transmissão do sinal digital de televisão. Na reportagem, têm informações dos preços dos equipamentos de recepção, sobre interatividade e muito mais. Fontes não faltam!

Vale checar e comentar. Bom proveito.

Interatividade, sinônimo do negócios

Novembro 3, 2007

O diretor-geral Del Rangel, que hoje comanda as gravações da novela Dance Dance Dance, da rede Bandeirantes, decreta: a interatividade da televisão digital no Brasil não representa possibilidade apenas de entretenimento, o principal são os negócios gerados.  Em suas palavras, “interatividade é business”.

Segundo ele, hoje existe uma pessoa na equipe de produção das novelas que se dedica apenas a responder questões dos telespectadores sobre as roupas e acessórios dos personagens. Com a TV Digital e a possibilidade de obter esse tipo de informações por meio de comandos do controle remoto, isso vai acabar. Além disso, surge o interesse maior das grifes de fornecerem as roupas aos atores e atrizes, pois a venda poderá ser direta.

Isso significa que muitos dos anúncios de novidades da TV Digital precisam ser vistos com outros olhos. Quem perceber certas coisas primeiro, poderá ter grandes diferenciais.

A TV como você nunca viu

Novembro 3, 2007

Vale a pena ler. A grande imprensa começa a abraçar o tema e explicar ao grande público a novidade da televisão digital no Brasil. Nessa semana, foi a vez da revista Época. Confira.

Um cronograma detalhado

Julho 12, 2007

Para deixar as informações de TV Digital menos dispersas, resolvi criar um calendário com os principais fatos que envolvem a TV Digital. É preciso considerar que a cada dia mudam datas e o governo nacional não tem muita tradição de cumprir prazos. Mas espero que isso ajude a esclarecer um pouco o andamento do trabalho das emissoras, fabricantes e governo para colocar o sinal de TV Digital no ar no final deste ano – os fatos foram selecionados a partir de opção brasileira pelo padrão base japonês.

23 de junho de 2006
Presidente Lula assina decreto que define o padrão japonês como referência

29 de dezembro de 2006
Geradoras da cidade de São Paulo preparadas;

10 de abril de 2007
Hélio Costa garante que preço do set up box será de 100 reais

Junho de 2007
Globo lança seu sinal de TV Digital para testes

11 de junho de 2007
Folha de São Paulo afirma que haverá um atraso no início das atividades de TV Digital, mas fabricantes e o Fórum Nacional de TV Digital confirmam manutenção da data

19 de junho de 2007
Samsung apresenta nas lojas do Morumbi seus produtos de TV Digital; outros fabricantes, como Semp Toshiba mostram seus produtos. Preço continua um mistério

27 de junho de 2007
Diretor-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, diz que “seguramente” a TV paga não terá impacto negativo sobre as atividades do setor de cabo

02 de julho de 2007
Ginga fica disponível para download no site do Portal do Software Público Brasileiro.

Fórum Nacional de TV Digital diz que o governo adiou mais uma vez a entrega das normas aprovadas em função da discussão sobre a reprodução do conteúdo e o possível bloqueio de programas

Julho de 2007
SBT e Record vão colocar no ar seus sinais de TV Digital para testes

10 de julho de 2007
Ministério das Comunicações apresenta proposta de dois tipos de conversores no começo das transmissões de TV Digital: um mais simples, apenas para a conversão do sistema, e o segundo, mais caro, com possibilidades de ampliação da interatividade

TV Gazeta contraria anúncios do presidente do Fórum Nacional de TV Digital, Roberto Franco, e de outros profissionais e anuncia que vai oferecer multiprogramação desde o início das transmissões. Emissora também diz que vai investir inicialmente 20 milhões de dólares em equipamentos para se preparar para a nova era

Agosto de 2007
TV Gazeta coloca seu sinal no ar para testes

03 de dezembro de 2007
Início das transmissões da cidade de São Paulo – é quando os receptores (set up boxes) passam a estar disponíveis nas lojas embutido nos televisores ou separadamente e também é o prazo final para que as emissoras construam uma planta digital que funcione

31 de março de 2008
Cidades de Belém, Curitiba, Goiânia, Manaus, Porto Alegre e Recife passam a receber o sinal de TV Digital;

31 de junho de 2008
Capitais como Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Maceió, Natal, São Luiz e Teresina aderem ao novo padrão de televisão;

30 de novembro de 2008
Aracaju, Boa Vista, Florianópolis, Macapá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Vitória também recebem o sinal

31 de dezembro de 2009
Sistema em todas as regiões do País

31 de dezembro de 2013
Sistema presente em todas as cidades brasileiras

29 de junho de 2016
Desativamento da transmissão do sinal de TV analógica

Não compre televisor, mesmo depois da TV Digital

Junho 24, 2007

Embalada pelas demonstrações dos fabricantes citadas no post anterior, alerto: comprar televisão de alto padrão pode ser uma grande roubada. Eis a explicação de por quê.

A evolução da tecnologia é natural. Qualquer um percebe que a velocidade dessa transformação, inclusive, é bastante acelerada. Com a TV Digital, nada será diferente.

O começo das transmissões está prometido para acontecer inicialmente para a cidade de São Paulo em dezembro deste ano. Os receptores (chamados de set up box) estarão nas prateleiras nesta data, conforme avaliam os fabricantes. Entretanto, é fundamental lembrar que – ao menos que você tenha uma conta bancária bastante recheada – não compensará comprar televisores “top” de linha tão cedo.

Isso porque, no início das transmissões, já foi anunciado que o Gimga, middleware responsável pela prometida e tão esperada interatividade, não estará embutido no set up box. Portanto, fica evidente que, em pouco tempo, você terá de trocar novamente de aparelho caso queira aproveitar os recursos de interação, conforme afirma o vice-presidente da Samsung, Benjamin Sicsú.

Com os celulares foi assim. Começaram grandes, sem muitos recursos. Hoje têm vídeos, fotos, acesso à internet e muito mais. A diferença básica, no entanto, é o quanto se paga por cada produto. Enquanto você gasta cerca de mil reais por um celular de alto padrão, com muitas capacidades, a quantidade é cinco vezes superior no caso de televisores de plasma.

Diante disso, a escolha é sua. Caso esteja ansioso em se divertir com o sinal de TV Digital, lembre-se que a melhor alternativa para acompanhar a evolução da tecnologia é comprar o set up box externo (não embutido no televisor).